Há uma altura que se sabe que há muito para fazer, mas quando se inicia uma
actividade e se lhe pega pela ponta, acaba por ficar pela metade.
E
aparentemente, de preguiça viva no corpo ou pura simples falta de vontade, nada
parece ter sentido, mesmo que se defenda o caminho certo e se siga a
verdade.
Faço tudo o que devo, talvez não na proporção devida, mas nestes
dias, e há dias e dias assim, em que quando se chega ao lar doce lar, ou até num
canto daquele edifício onde passo horas, em que olhando o horizonte só consigo
ouvir a voz que ecoa na minha cabeça:
"And breathe, just breathe, oh
breathe, just breathe..." (Anna Nalick - Just Breathe)
E só desse modo
alivío a pressão sobre o meu peito e consigo respirar.