quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Nestes e noutros tempos...

"with every beat of my heart/ love speaks in silence"
Música: "All that I'm asking for" dos Lifehouse

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Retorno

E estes dias em semanas e meses se tornaram...
Antes demais quero agradecer a quem continua a espreitar este meu espaço. Estou-vos muito grata. Tentarei retribuir o mais brevemente possível.
Não sei como os valores daquele inquérito à esquerda chegaram a estar nos 13 votos e agora estão nos 6. Algum bruxedo amaldiçoou a sondagem de certeza... De qualquer das formas, espero que tenham concretizados sonhos e alcançados sucessos, tornando 2012 num ano um ano memorável por bons motivos. Que 2013 seja igual ou melhor que o ano anterior!
Para finalizar, hoje optei por escrever só no meu outro cantinho, tendo por base a imagem de um grafiti que diz "Veste o teu coração". Quem quiser, pode ir lá espreitar também:  "Espelho da Alma"


sábado, 13 de outubro de 2012

Dar e receber

Perante o outro, pode-se ir soltando uma palavra de ânimo e um elogio aqui e ali, traduzir verbos incapazes de ser verbalizados através de um toque suave e uma presença calma, ou até revelar interesse, um interesse honesto e sincero, escutando e observando o que é dito.
Esses são comportamentos e atitudes que podem realmente modificar e apaziguar emoções, proporcionando possivelmente bons dias. Algo que até nós mesmos estaríamos receptivos na maior parte do tempo.
E quem faz tudo isso e mais, nunca saberá ao certo qual será a resposta do outro a essa interacção, mas uma coisa é certa: o que vier, parecerá muito mais do que o que se deu. Pois quem age em prol do outro, não quantifica o que dá, mas valoriza qualquer resposta obtida, nem que seja um simples sorriso ou um olhar mais brilhante, já que qualquer pormenor pode revelar a diferença entre o antes e o depois. Assim, quem interage com o coração está perante uma dádiva diária e de longa duração.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Muro dos Amores


Há tantas Marias e Maneis na nossa vida.
Aquelas pessoas que por pequenos ou grandes gestos dão outra cor aos nossos dias, aquelas que guardamos connosco no coração.
E embora não tenha deixado a minha marca no "muro", sei o que escreveria: algo expressando gratidão por ter na minha vida a minha família.
Também gostaria de deixar a sua marca?
 É só ir até à estação de metro do Bolhão, no Porto, de caneta em punho e imaginação em alta e aí haverá essa oportunidade.

terça-feira, 10 de julho de 2012

"O mapa não é o território"

"«O mapa não é o território», pelo que as representações internas que fazemos sobre um evento exterior, não são necessariamente o próprio evento."

(Lupi, 2011)


Segundo J. J. Lupi, "Cada uma das nossas experiências é uma realidade que literalmente, criamos dentro das nossas mentes." (Lupi, 2011, p. 61). Através dos sentidos, apreendemos aquilo com que contactamos e interpretamos essas informações criando a nossa própria perspectiva da realidade.
É claro que esta veracidade põe em causa o objectivo e o subjectivo, mas quanto mais fieis forem as nossas interpretações face aos factos reais, sem omissões, distorções ou generalizações, mais objectivamente interpretamos a realidade.
E o mundo cria-se apartir dessa conjugação de perspectivas ou de meios que divulgam diversas realidades em si, como vídeos, fotografias, etc., porque embora o mapa não seja o território, a conjugação de diversos mapas cada um com as suas características e detalhes, providencia uma caracterização variada do território, aproximando-se assim da realidade.
No fundo, distanciamo-nos no sentido em que cada um interpreta à sua maneira o que os sentidos captam, mas aproximamo-nos para criar uma visão global do que acontece, para partilhar experiências, comunicar o que apreendemos, porque o ser humano é um ser social.
E assim, sucessivamente, vamos experienciando e interpretando, adicionando folhadas por nós moldadas à àrvore da vida.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pensamentos fantabulásticos

- Aqueles que correm para o autocarro e o conseguem apanhar deveriam ganhar medalhas, afinal, nada mais são que corredores a alcançar a meta.
- Entrar para o metro no último minuto, naqueles segundos mesmo antes de começar a movimentar-se, é viver no limite. É só adrenalina a correr os vasos sanguíneos!
- Publicidade do Bongo: "O dobro de uma banana é uma banana duas vezes maior ou duas bananas?" Ainda persiste a dúvida.
- Perceber, já como jovem "adulta", que o Bongo é o Elefante que aparece nas embalagens. É de facto a descoberta do momento.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Um mundo tecnodependente

Ainda há duas dezenas de anos não se sonhava com a revolução tecnologia que hoje. 
Nessa altura não havia ipods, nem ipads, nem iphones ou tablets, ou mesmo telemóveis touch que têm acesso à internet e GPS incorporados. A televisão ainda não tinha entrado na era digital e às crianças não lhes era incentivado desde tenra idade a aderirem a estes objectos, fornecendo um pequeno portátil onde elas podessem trabalhar.
Onde é que se pensava nessas coisas? Nem se sonhava com tal cenário, sequer.
E foi quase à duas décadas atrás que eu nasci. Desde então cresci neste desabrochar da mente humana, capaz de inventar e produzir os mais diversos e surpreendentes artefactos que lhe facilitam a vida.
Tive um telemóvel com mais de 15 centrímentos de altura e que mal dava para mandar mensagens e, posteriormente, investiu-se num computador com uma torre grande e um monitor espaçoso, que trabalhava muito lentamente e nem sequer tinha acesso à internet.
Mais tarde, com o passar dos anos, tive mais três telemóveis, julgo eu, que tinham um tamanho mais diminuto e vinham apetrechados e equipados com extraordinárias aplicações, e até davam para tirar fotografias!
Do computador antigo, restam as peças que estão guardadas. De resto, o monitor é muito menos espesso e a torre também já não é tão grande e também já não dá para inserir disquetes. E onde é que esses discos quadrados de nome disquetes moram? Num canto bem guardados, porque as pens e discos rígidos tiraram-lhes o lugar.
E o computador está agora equipado com internet, uma ferramenta, sem a qual, já muito pouco se faz. Até para enviar IRS e ter conhecimento e acesso a diversos serviços do Estado isso é necessário...
Entretanto, também fui trocando os jogos à bola na rua por umas horas nesse mundo. Aqui escrevo, jogo, faço trabalhos e partilho pensamentos e o que vai mais em mente através deste meu espaço e, recentemente, aventurei-me pela primeira vez numa rede social: o facebook.
Muitas vezes falo com as minhas amigas por esses meios e o telemóvel tornou-se indispensável. É um facto: as próprias relações interpessoais se tornaram muito dependentes do uso que se faz destas tecnologias, e um exemplo disso é que, antes de ter criado a conta do facebook, ficava à parte quando alguns colegas e amigos abordavam temas referidos nessa rede social.
Tornou-se inevitável: somos tecnodependentes.
E será isso vantajoso? Sim, veio-nos facilitar a vida, encurtar distâncias, tirar dúvidas com um só clique e ter acesso aos conteúdos de que mais gostamos.
Mas também afastou-nos do exterior, das simples tardes com amigos, sem estar em torno de uma tecnologia, de passeios a outras terras, de jogar na rua... Aprisionou-nos e a nossa liberdade já não é a mesma.
E muitas vezes dou por mim a pensar como terei chegado a este ponto, como me tornei tão dependente, de tal modo que nem sem bem aproveitar o meu tempo sem estes serviços todos e não gosto desse facto, porque me julgava mais forte, porque sei que há outras coisas bem melhores do outro lado dos ecrãs.
Por ter conhecimento disso, fiz algumas pausas destas tecnologias e tentei aproveitar o que me rodeava.
Por isso recomendo a quem também se reconheça como tecnodependente para, pontualmente, se afastar temporariamente destas máquinas e abrace o mundo na sua simplicidade, sem zeros e uns a formatá-lo ou radiações que transmitem mensagens, apenas um Eu e a Natureza que o rodeia, bem como os outros seres que a compõem.
Pois chega a tornar-se uma exigência o afastamento destas realidades, para nos voltarmos a integrarmos noutra bem mais concreta.