Inicia-se um pensamento sonoro...
- Talvez estejamos a viver um sonho da alma por mero acaso. Uma alma sonhadora que deseja possuir um corpo de modo a satisfazer as suas vontades, e esta realidade não é jamais realidade mas sim uma ilusão. Mas então, se esta realidade que vivemos não é a verdadeira realidade, qual é realmente a realidade real? Humm... curioso. Talvez do outro lado desta vida que não é realmente vida, se apresente a verdadeira realidade. Quiçá todas as almas sonhadoras se encontrem aí... Mas se assim for, de que serve este pedaço de vivências, de momentos bons e maus, de tristezas e alegrias, de dores, de amores, de cores...? Será que se acrescenta algo à nossa alma com isto tudo? Será que ela fica mais fortalecida, mais pura...? Assim valeria a pena viver esta não-realidade, tendo em vista algo bom no fim desta experiência.
Caminha daquele canto da sala para se sentar no meio dela, a fitar as paredes.
- Alma minha, alma minha, mantém-te aí calminha... Gosto desta minha vida, mas e se este pensamento que brota de minha boca tiver sido um rasgo de lucidez de minha alma? É bom pensar que há algo mais além... Algo após esta ilusão, que dê sentido, que faça sentido.
Solta um longo suspiro como se a alma quisesse livrar-se de todos os seus pesos, e olha para a cadeira que se encontra encostada numa das paredes, a seu lado.
- Sim, isto pode ser tudo uma mentira, um engano, mas um bom engano, porque faz com que a nossa alma se sinta via e experimente coisas. O além, o após... O reencontro... A verdadeira realidade que está do outro lado. Está decidido. Viverei enquanto a minha alma quiser sonhar, ou então até Deus quiser que ela sonhe. Passarei pelo que tiver que passar nesta incerta dimensão. Tinhas razão, tu tinhas razão e eu desejo ir ter contigo, porém, ainda continuo por aqui, ainda se prolonga o sonho.
Cogita, reflecte, pensa mais um bocado ao concentrar-se na cadeira.
- Mas então... se apenas o que possui alma pode percorrer estes campos enganosos e imaginários, que fazes tu ó cadeira à minha beira? Humm... Talvez a cadeira não exista de verdade. É isso, a cadeira não existe. Foi um conforto que minha alma e muitas outras imaginaram e criaram através de mãos habilidosas e especiais para transformar este sonho num sonho mais apto para um corpo viver. E todas as almas sonham este sonho. E é por isso que estamos aqui todos juntos, nesta bolinha de terra e mar algures na imensidão de uma outra dimensão. Que engraçado... Tantos pensamentos e reflexões para ir dar a ti ó cadeira que não existes. Vou viver o meu sonho, e deixar a minha alma ser livre.
Levantou-se, mirou a cadeira de lado e riu-se. Uma gargalhada genunína vindo de dentro do sitio mais profundo da sua alma. Saiu da sala branca e passou por outras semelhantes. Foi ter a um jardim que a primavera havia tocado. Dali enfrentou o mundo de outra forma. A paz havia tomado conta de sua alma e pôde continuar. E naquele mesmo sitio, num tempo futuro enganador, o sonho tomou o seu fim, pois a alma já havia encontrado o que procurava e o que faz com que tudo valha a pena, e que ela necessitava para prosseguir o seu caminho para junto das outras almas sonhadoras.
E no encurtar da distância, aproximo-me dos Sonhos. Daqueles que busco, insaciada, porque são gotas e gotas que preenchem esta imensidão que é a vida.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Traição
Iludidos pelo sentimento que julgam ser amor, toma controlo dos homens e mulheres a luxúria. Apesar de ser um dos pecados mortais, muitas pessoas vivem nele com um incrivel sentido de à vontade, como se fosse a coisa mais normal do mundo, porque são levados simplesmente pelo sentido animal que está encerrado no ser de cada um. O pior, é que ao enganar à verdadeira pureza do amor, também chegam a enganar os conjugues, tomando as relações como algo que durará, como amando a pessoa que têm a seu lado, mas esquecendo-se de que ao trair, a relação fica totalmente comprometida e que o que julgam sentir não passa jamais de uma farsa. Também há quem diga que o amor deve-se partilhar pelo maior número de pessoas, que relações poligâmicas podem ser viáveis, que aquele sentimento chega a ser inevitavel e que o ser deve estar totalmente satisfeito, mas isso é mentira. Tudo bem que o amor não é um sentimento exclusivo a uns, mas também deverá ser partilhado dentro de certos termos, e deverá ser respeitado e preservado, com trabalho, honestidade e fieldade. Quanto a outros assuntos acima referidos ou outros que possam surgir, cada um poderá ter a sua opinião, mas eu cá acho, sendo eu cristã e possuindo certos valores, que quando um homem e uma mulher, ou um homem e um homem ou uma mulher e uma mulher se amam, certos gestos e certas acções deverão estar condicionadas ao casal e as traições, em qualquer situação que sejam cometidas, não são aceitáveis.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Luta contra o racismo
Recebi o seguinte texto via e-mail e achei deveras interessante e justo.
«A situação que se segue aconteceu num voo da British Airways, entre Joanesburgo (África do Sul) e Londres. Uma mulher (branca), de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar em classe económica. E viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo. -'Algum problema, minha senhora?' - perguntou a comissária. -'Não vê?' - respondeu a senhora -'Vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Tem de me arranjar outro lugar.' -'Por favor, acalme-se!' - disse a hospedeira -'Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'. A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois. '- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre em classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo em classe económica. Temos apenas um lugar em primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: '- Veja, não é comum que a nossa companhia permita que um passageiro da classe económica se sente na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'. E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:'- Portanto, senhor, caso queira, por favor pegue na sua bagagem de mão, pois reservamos para si um lugar em primeira classe...' Todos os passageiros que, estupefactos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.»
'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...' Martin Luther King
«A situação que se segue aconteceu num voo da British Airways, entre Joanesburgo (África do Sul) e Londres. Uma mulher (branca), de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar em classe económica. E viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo. -'Algum problema, minha senhora?' - perguntou a comissária. -'Não vê?' - respondeu a senhora -'Vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Tem de me arranjar outro lugar.' -'Por favor, acalme-se!' - disse a hospedeira -'Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'. A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois. '- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre em classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo em classe económica. Temos apenas um lugar em primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: '- Veja, não é comum que a nossa companhia permita que um passageiro da classe económica se sente na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'. E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:'- Portanto, senhor, caso queira, por favor pegue na sua bagagem de mão, pois reservamos para si um lugar em primeira classe...' Todos os passageiros que, estupefactos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.»
'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...' Martin Luther King
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Relações
Relações. Neste mundo não há um só ser humano que sobreviva sem relações. Sem se relacionar com o outro. Quer sejam relações com o da mesma espécie, quer sejam relações com o meio ambiente que o rodeia e do qual ele não prescinde, essas são necessárias para a sua sobrevivência e sua evolução, como animais e pessoas que somos. Dependemos dos outros e os outros dependem de nós. Não que essa dependência seja interpretada como sendo de uma maneira obsessiva, pois não é disso que se trata (embora muitas vezes aconteça). Trata-se sim de uma dependência a nível cooperativo, de modo a criar uma sociedade estável, justa e prestável para toda a humanidade, e também de uma dependência emocional e/ou sentimental, de modo a melhorar-nos como pessoas, a crescermos como tal e a descobrirmos o que de mais belo há no mundo. Quanto ao último tipo de dependência que referi (é bem possível que hajam mais, mas só me recordo destes agora), as melhores relações que se podem estabelecer são as de amizade e as de amor. São estas que fazem mover o mundo e que dão muito mais significado à nossa simples existência. Bem, dependentes ou não (isto pode variar com as perspectivas) todos nós estabelecemos relações ao longo da nossa existência, e embora não percebamos no início, pode-se sempre concluir que são muito importantes na nossa vida e para a construção do nosso ser. E como dizia R. Maggiori:
“Mais uma vez se vê: eu estou desde sempre com o outro”.
“Mais uma vez se vê: eu estou desde sempre com o outro”.
domingo, 17 de agosto de 2008
O que é bom e o seu fim
Dizem que tudo o que é bom tem um fim. Pois isso não é bem verdade.O pôr-do-sol ganha a sua beleza, e perde-la para que haja lugar para a beleza da lua,
mas no entanto, tanto o pôr-do-sol como a luz emanada pela lua são coisas boas,
coisas belas que nunca têm o seu fim.
Assim é a vida. Por umas alturas existem momentos tão bons que desejamos que não acabem, mas têm o seu fim
em tempo real. Podemos sim eternizá-los guardando-os em nossas memórias. E ainda mais,
um bom momento pode-se desvanecer, mas há sempre outro bom momento, outra coisa boa na vida
sempre à espreita, é só saber vê-la e saber aproveitá-la.
sábado, 9 de agosto de 2008
O outro e a nossa vida
No outro dia recebi a seguinte corrente que resolvi partilhar convosco:


"Há sempre alguém na nossa vida que aparece a sorrir, alguém que nos deixa a chorar,
e por mais que se tente há sempre alguém que é impossível de esquecer.
A vida é mesmo assim, um dia ganhamos e no outro perdemos, por isso lute pelos seus ideais!
Nem que seja a chorar por aquilo que um dia alguém lhe prometeu a sorrir!"
sábado, 2 de agosto de 2008
O "eu" perante a vida
sentimos descontentes, mas, por vezes, será que é a nossa vida que terá que mudar
ou é a nossa atitude perante ela que terá que sofrer alterações?
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