sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pensamentos fantabulásticos

- Aqueles que correm para o autocarro e o conseguem apanhar deveriam ganhar medalhas, afinal, nada mais são que corredores a alcançar a meta.
- Entrar para o metro no último minuto, naqueles segundos mesmo antes de começar a movimentar-se, é viver no limite. É só adrenalina a correr os vasos sanguíneos!
- Publicidade do Bongo: "O dobro de uma banana é uma banana duas vezes maior ou duas bananas?" Ainda persiste a dúvida.
- Perceber, já como jovem "adulta", que o Bongo é o Elefante que aparece nas embalagens. É de facto a descoberta do momento.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Um mundo tecnodependente

Ainda há duas dezenas de anos não se sonhava com a revolução tecnologia que hoje. 
Nessa altura não havia ipods, nem ipads, nem iphones ou tablets, ou mesmo telemóveis touch que têm acesso à internet e GPS incorporados. A televisão ainda não tinha entrado na era digital e às crianças não lhes era incentivado desde tenra idade a aderirem a estes objectos, fornecendo um pequeno portátil onde elas podessem trabalhar.
Onde é que se pensava nessas coisas? Nem se sonhava com tal cenário, sequer.
E foi quase à duas décadas atrás que eu nasci. Desde então cresci neste desabrochar da mente humana, capaz de inventar e produzir os mais diversos e surpreendentes artefactos que lhe facilitam a vida.
Tive um telemóvel com mais de 15 centrímentos de altura e que mal dava para mandar mensagens e, posteriormente, investiu-se num computador com uma torre grande e um monitor espaçoso, que trabalhava muito lentamente e nem sequer tinha acesso à internet.
Mais tarde, com o passar dos anos, tive mais três telemóveis, julgo eu, que tinham um tamanho mais diminuto e vinham apetrechados e equipados com extraordinárias aplicações, e até davam para tirar fotografias!
Do computador antigo, restam as peças que estão guardadas. De resto, o monitor é muito menos espesso e a torre também já não é tão grande e também já não dá para inserir disquetes. E onde é que esses discos quadrados de nome disquetes moram? Num canto bem guardados, porque as pens e discos rígidos tiraram-lhes o lugar.
E o computador está agora equipado com internet, uma ferramenta, sem a qual, já muito pouco se faz. Até para enviar IRS e ter conhecimento e acesso a diversos serviços do Estado isso é necessário...
Entretanto, também fui trocando os jogos à bola na rua por umas horas nesse mundo. Aqui escrevo, jogo, faço trabalhos e partilho pensamentos e o que vai mais em mente através deste meu espaço e, recentemente, aventurei-me pela primeira vez numa rede social: o facebook.
Muitas vezes falo com as minhas amigas por esses meios e o telemóvel tornou-se indispensável. É um facto: as próprias relações interpessoais se tornaram muito dependentes do uso que se faz destas tecnologias, e um exemplo disso é que, antes de ter criado a conta do facebook, ficava à parte quando alguns colegas e amigos abordavam temas referidos nessa rede social.
Tornou-se inevitável: somos tecnodependentes.
E será isso vantajoso? Sim, veio-nos facilitar a vida, encurtar distâncias, tirar dúvidas com um só clique e ter acesso aos conteúdos de que mais gostamos.
Mas também afastou-nos do exterior, das simples tardes com amigos, sem estar em torno de uma tecnologia, de passeios a outras terras, de jogar na rua... Aprisionou-nos e a nossa liberdade já não é a mesma.
E muitas vezes dou por mim a pensar como terei chegado a este ponto, como me tornei tão dependente, de tal modo que nem sem bem aproveitar o meu tempo sem estes serviços todos e não gosto desse facto, porque me julgava mais forte, porque sei que há outras coisas bem melhores do outro lado dos ecrãs.
Por ter conhecimento disso, fiz algumas pausas destas tecnologias e tentei aproveitar o que me rodeava.
Por isso recomendo a quem também se reconheça como tecnodependente para, pontualmente, se afastar temporariamente destas máquinas e abrace o mundo na sua simplicidade, sem zeros e uns a formatá-lo ou radiações que transmitem mensagens, apenas um Eu e a Natureza que o rodeia, bem como os outros seres que a compõem.
Pois chega a tornar-se uma exigência o afastamento destas realidades, para nos voltarmos a integrarmos noutra bem mais concreta.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Canções de Intervenção

Em jeito do que se celebra neste dia, coloco aqui exemplos de canções portuguesas de intervenção que marcam a actualidade.

Boss AC - Sexta-feira

Deolinda - Parva Que Sou
Augusto Canário - E Vós Acreditais

Liberdade

É facto que a minha geração não tem nem pode ter a completa noção do preço da revolução, da sua importância e das mudanças que trouxe para o país. Nós não a vivemos.
Mas quais foram as consequências para os dias de hoje?
Será que foi para isto que ela ocorreu? Para estarmos como estamos hoje?
E será que umas boas dezenas, quiçá centenas ou milhares de pessoas, têm razão ao dizer que é necessário um novo 25 de Abril?
Deixo aqui estas questões, fruto do visionamento de um documentário de uma boa parte dos acontecimentos desse dia de Abril em 1974 e ter estado presente nos eventos que ocorreram na Avenida dos Aliados.
Viva aos corajosos intervenientes que conseguiram mudar o rumo do país e a qualidade de vida dos portugueses, sem que isso custasse a vida! Viva à Mudança! Viva à Liberdade!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Diz que não

Arruma os pensamentos,
Afasta os tormentos
E diz que não.

Cai, levanta,
Desanima e anima,
Mas não fiques parada.

Pega nos sorrisos,
No amor dos próximos,
E diz que não.

Olha o mundo, com o teu olhar sonhador,
Não penses, apenas faz por ser e se tornar melhor.
E continua a dizer que não.

Que o medo não te irá vencer.
Que mesmo mergulhando na amargura,
A esperança não irá morrer.
E a realidade te provará que valeu a pena continuar.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Descobertas...

Sabiam que há medicamentos que têm como efeito indesejável os pesadelos?
Eu não imaginava isso, mas foi o que descobri esta semana.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

"Só de mim" de Diffuse


Só de mim from Diffuse on Vimeo.

"A Diffuse gosta de estar presente em várias alturas do ano, e desta vez, chegou ao Dia de São Valentim, com algo que consideramos diferente.
O "Só de mim", conta a história de alguém que já teve tudo, e que só se apercebeu disso depois de perder. Uma história improvável para um dia feliz, contada com a linda cidade de Lisboa como pano de fundo.
Tudo começou com inspiração no video "The Emotive" de Christopher Wong (chriskingwong.tumblr.com) e Kevin Guiang. A química foi alucinante, e surgiu a ideia de fazer algo do género em Português (porque tudo soa bem em inglês, mas não nos podemos esquecer do poder que tem a nossa lingua!), com tempo (coisa que o primeiro autor infelizmente não teve), e com uma excelente qualidade de imagem (algo que o original também não trabalhou). Fica o link do original, para que possam apreciar, a verdadeira obra de arte, e a esperança de que o nosso possa também inspirar mais alguém, a fazer algo único, e quem sabe, ainda noutra lingua! (http://vimeo.com/33047192)

Escrever num papel é diferente de escrever num vídeo.
No início, o nosso texto era bem mais extenso, mas a edição e o tempo obrigaram-nos a cortar algum material.
Ficam com o guião completo mais abaixo, e esperamos que tenham um dia dos Namorados muito especial.

Diffuse team.

*Só de mim*

Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és… e só preciso de um minuto da tua atenção.

Quero dizer-te que espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.

Espero que saibas que ela só vai falar contigo depois de lavar os dentes. Não é por mal… é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.

Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.

Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar a horas.

Quero também que saibas que adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar à primeira os nomes de todos os teus amigos…

Porque ela… ela é que sabe de si.

Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.

Sabes?

Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.

Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se estiver mau, vai rir-se do falhanço, em vez de corar.

E quando ela ri… eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é uma nota musical que toca ao coração e faz querer dançar.

Espero que pares de fazer o que gostas e que por vezes tenhas tempo para ouvir sobre o seu dia e sobre cada pequena conquista. Que atures os seus devaneios artísticos e o tempo que perde a colorir livros infantis quando quer ter tempo para si.

Quero que saibas que eu gostava de estar desse lado, a aturar o seu mau humor e a vê-lo mudar depois do primeiro copo de vinho.

Queria poder apreciar as suas unhas que estão mais tempo de verniz estalado que de verniz perfeito… mas que cada forma de vermelho tem uma história que ela construiu com as próprias mãos.

Gostava de me ter apaixonado por ela no primeiro dia que a vi, e não no segundo. Porque cada dia com ela é a certeza de que somos amados. Porque ela é sedução e alegria num só. Porque consegue o que quer com o poder do sorriso e a força do olhar. Seria um tolo se não soubesse que tem olhos castanhos e que adora a cor verde.

Quero que saibas que ela é tudo o que quero e nunca soube que tive.

Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal! E que a falta dela é um vazio igual à morte.

Espero que sejas tudo o que eu nunca fui.

Espero que a trates bem.

Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.

Pudesse eu ter lido o futuro...

Créditos Finais:

Actor: Diogo Lopes
Escrito por: Ana Luisa Bairos, Joana Pacheco
Texto revisto por: Margarida Vaqueiro Lopes
Operadores de câmara: Ana Luisa Bairos, Duarte Domingos
Pós-produção vídeo: Ana Luisa Bairos
Pós-produção áudio: Alexandre Pereira
Música original: Alexandre Pereira
Realização: Ana Luisa Bairos
Agradecimentos especiais: Eva Barros, Isa Pinheiro

Uma produção: Diffuse (www.diffuse-studios.com)

"

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Contos de Fadas (continuação)

Após aqueles pensamentos, vivenciei diversos momentos que proporcionaram novos momentos de reflexão.
Contos de fadas...
De facto, se repararmos bem, eles existem.
Encobertos, discretos e escassos, mas estão lá, estão presentes no nosso dia-a-dia.
Nem que seja pela sorte dos transportes passarem no momento certo e nos levarem a tempo aos nossos destinos, nem que seja pelo encontro que ocorre mesmo quando os meios de comunicação falham e são mais prováveis os desencontros, ou até pela presença de lesões mínimas num embate com dois carros como aconteceu com uma amiga minha.
Nestas pequenas coisas, nestas pequenas situações, eles se revelam.
Que sejam milagres ou não, que sejam acasos ou não, mas os "finais" felizes estão lá, por obra do destino.
E talvez o meu amigo Nuno Costa tenha razão, se nos entregarmos mais ao mundo ilusório ou ao que nos parece muito pouco possível, se nos deixarmos levar pelos sonhos, quem sabe se nós próprios não contribuiremos para construir os nossos contos de fadas, a nossa própria história, com a magia que lhe é característica.
Hà um mundo de possibilidades que poderá propiciar esse acontecimento.