sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tempestade...

Nestes traços comuns,
Soa o vento raivoso
Procura-me, prende-me,
Mas nada me diz, o mentiroso.


As nuvens, lá no alto, esvoaçam,
Fogem a sete pés,
Fogem das desgraças,
Que os fados ameaçam.
Cobardes...


Olho em redor,
estremecem as verduras,
acautelam-se o seres,
sentem-se as fervuras
das coisas que estão para vir,
para acontecer.

E então, cai a chuva.
Do obscuro nascimento
Se afogam no mundano.

Esperávamos expectantes,
Mas redime-se a Natureza,
Perdoa-nos os males,
Que fazemos com certeza.

Finda a tempestade.
Leva-me a emoção,
Leva-me a perigosidade.

4 comentários:

Gaara disse...

Momento de inspiração que a chuva te proporcionou

Ana Nogueira disse...

De facto a trovoada inspirou-te para um belo poema Sara :). Muito bem, gostei imenso.
Beijinho*

mímica disse...

Sempre achei piada às tempestades! É nestas alturas que nos lembramos do poder da nossa mãe, a Natureza!

Iúri "Zúluri Regueiro" disse...

Zion Pavillion
Um pavilhao de Paz e Meditação..onde o espirito se alimenta de boas energias
visita e aprecia a Terra descrita outrora em livros

tens as mãos limpas e coração puro...vem
deixa uma marca ttua..