sábado, 9 de abril de 2011

Azáfama da cidade

Há dias regressei ao meu lar a horas pouco habituais. Não, não foi de madrugada nem na altura do sol raiar, mas sim às 18 horas da tarde. E o que tem de estranho isto? Pois... Para quem leva uma vida minimamente decente, essa é a hora de sair da escola, no entanto, devido a actividades extra-estudos, (as quais não irei denominar para não ferir suspectibilidade ou certas crenças) sempre que me dirijo para a minha habitação, o céu apresenta tons escuros, pequenos pontos luminosos despontam nesse manto negro (sem ser em dias nublados...) e o sossego quase assustador instala-se nas ruas. Para meu espanto, há imensa actividade antes do sol se pôr, tanta que nesse preciso momento eu me imaginava noutro mundo, num espaço estranho para mim, mas pelos vistos são cenários frequentes que já nem sequer me recordava de ver. Os autocarros cheios, jovens em cada canto com o seu grupo de amigos, a estação do metro que tanto se esvazia como de seguida se enche e muito mais... Até descobri que as paredes de uma empresa tinham mudado de cor, para azul claro se não me engano. É que de noite não dá para perceber essas coisas, esses pequenos aspectos que se configuram de modo diferente com a incidência de um, dois, vários raios de sol, iluminando a cidade e tudo o que se movimenta e se queda nela. Fenómenos físicos tão básicos que nos passam ao lado... Como é possível que algo tão simples faça tanta diferença?

3 comentários:

TITA disse...

Nada melhor que a luz do dia,para nos apercebermos da vida em movimento.Não queres chegar mais vezes à mesma hora?Olha que és capaz de notar mais diferenças em teu redor.Beijocas

Gaara disse...

compreendo perfeitamente pois sinto o mesmo

Rafeiro Perfumado disse...

Eu às vezes chego a casa com sol, nem imaginas a diferença que faz, nem que não seja ao espírito.