sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ciência a abrir novos horizontes

Através do alfabeto genético, composto pelas bases azotadas adenina, timina, guanina e citosina, em conjunto com outras substâncias químicas, uma equipa de cientistas liderada por J. Craig Venter conseguiu elaborar uma molécula de ADN artificial capaz de gerar uma forma de vida funcional, uma vez integrado no interior de uma célula.
Até atingir esse revolucionário ponto, realizaram-se inúmeros estudos e experiências durante 15 anos. Um processo moroso e árduo, que tendo sido bem sucedido, faz com que se levantem inúmeras questões pertinentes. A sociedade actual enfrenta, então, possíveis novas descobertas em diferentes áreas, como a medicina, a farmacologia e a biologia, as quais podem pôr em causa alguns principios, teses e crenças tidos por certos. A Igreja já manifestou o seu desagrado, mas este é só o início. O que pode tornar-se na maior revelação do séc. XXI, ainda irá gerar outras controvérsias, para além da sua aplicação poder criar benefícios incalculáveis, que estão por desvendar.

3 comentários:

Gonçalves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gonçalves disse...

Lembro-me de ter ouvido algo sobre isto... A partir do momento em que o homem tem a capacidade de gerar artificialmente vida, muita controvérsia surge e embora haja vantagens, são muitos os problemas que isso levanta.

Beijinho, André.

A propósito Sara, esta é outra conta do "google" que tenho em parceria com um amigo meu.

mímica disse...

Pois, não sei o que te diga! É um tema deveras controverso, sobre o qual ainda não tenho ainda uma opinião fundamentada a respeito.
Acho que pode trazer benefícios, sim, como por exemplo a cura de muitas doenças, travar o envelhecimento e, até, mesmo criar seres praticamente imortais. E esta última pode ser perigosíssima! Nós não estamos preparados para sermos imortais, seria um desastre! Outro ponto igualmente assustador seria criar vida artificial propriamente dita e aí tenho medo que se crie o tal mito do "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley de 1932, onde as pessoas eram "fabricadas", tudo nelas era artificial, as pessoas eram agrupadas em castas e tinham o seu papel na sociedade. Ou seja, não havia mobilidade social, porque as pessoas eram fabricadas mesmo para se resignarem à sua condição. Os pensamentos das pessoas e as suas acções eram programados! Ninguém podia ser diferente, tinham todos de ser iguais aos membros da sua casta! Isto seria deveras horrível! Criar uma sociedade massificada, onde as diferenças individuais não existem, aliás, são vistas como uma ameaça!
Um livro a não perder, mesmo! E que infelizmente pode não ser apenas um mero livro de ficção científica, mas um pronúncio do futuro não tão longínquo quanto isso.