sábado, 30 de janeiro de 2010

Concentração de noivas

Neste dia a Invicta fica marcada por uma concentração de noivas, no âmbito do projecto da fotógrafa Marta Ferreira ( http://www.mfotografia.com/) . Mas a verdade é que nem todas elas celebrariam o matrimónio em breve, muitas eram solteiras e outras viúvas, no entanto, todas elas pretendiam ou pretendem alcançar um objectivo, o de agarrar a felicidade por meio do amor.

E questiono-me. Qual o papel do amor, desse sentimento tão poderoso na nossa vida? Prescinderiamos dele? Ou é uma relação de tal modo simbiótica que sem ele não seríamos capazes de existir?

A meu ver, esse sentimento é uma condição da existência humana. Nenhum ser seria capaz de viver são sem ele, daria em louco. Uma infância amarga, um futuro desolador, preenchido com desgostos amorosos, uma família ausente e inexistência de amizades que possam dar todo esse carinho que um indivíduo carece, nada disto é saudável e suportável.
Mas o que muitos se esquecem é que o amor não se refere exclusivamente ao encontro da alma gémea, daquela metade que nos completa, é, no geral, o amor que temos ao próximo, quer seja um elemento da família, quer seja um amigo ou amiga ou o "par ideal".

E assim, proponho que vistámos os nossos vestidos ou fatos buscando essa plenitude, esse bem-estar que o amor nos oferece, gozando e respeitando cada ligação que temos, pois só em comunhão com os outros conseguimos atingir essa felicidade. Sejamos noivas e noivos em idealismo.

2 comentários:

Gaara disse...

Completamente !

É ridículo a ideia de felidade/amor estar associada ao encontro de uma suposta alma-gémea(apenas outro conto de fadas), o conceito vale para tudo.

Rafa disse...

Procurar a felicidade através do amor? A felicidade através do amor, apenas é possível com amor, e esse não se procura... encontra-se.

O amor é essencial para se ser feliz. Mas não é essencial para viver.

Só sente falta de algo, quem alguma vez já teve esse algo. Quem nunca amou, nem se sentiu amado, será que precisa de amor para viver? Será que a falta de algo que não sabe o que é, pode comprometer a sanidade desse alguém?
Não há nada como amar e ser amado. Mas será que quem nunca teve nenhum dos dois, saberá isso?

*